Commodities em queda até 2026: entenda os impactos e prepare sua empresa
- Blog D3

- 2 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

Os preços das commodities devem voltar aos níveis médios registrados antes da pandemia de Covid-19. A projeção vem do novo relatório Commodity Markets Outlook, divulgado pelo Banco Mundial, que aponta uma queda de 12% em 2025 e mais 5% em 2026. Esse movimento sinaliza uma mudança importante no cenário global e pode impactar diretamente economias que dependem da exportação de matérias-primas como o Brasil.
Mas o que está por trás dessa tendência? E como as empresas devem se preparar para esse novo ciclo?
O que explica a queda nos preços?
De acordo com o relatório, a principal causa da retração é a desaceleração econômica global. Com um ritmo mais lento de crescimento em regiões como a China e a União Europeia, a demanda por commodities tem diminuído. Esse enfraquecimento atinge desde combustíveis fósseis até alimentos, metais e produtos agrícolas.
No setor de energia, por exemplo, o preço do petróleo Brent referência internacional deve cair dos atuais US$ 81 para US$ 64 em 2025 e US$ 60 em 2026. O carvão também segue em queda, com uma projeção de recuo de 27% no próximo ano. Além da demanda mais fraca, a crescente adoção de tecnologias limpas e a transição energética estão influenciando diretamente esse cenário.
Commodities agrícolas e alimentos: impacto no dia a dia
No caso das commodities agrícolas, a expectativa é de que os preços globais dos alimentos diminuam cerca de 7% em 2025 e 1% em 2026. Esse alívio nos custos pode beneficiar a cadeia de produção e distribuição, especialmente no varejo e no food service setores em que a previsibilidade de insumos é fator estratégico.
No entanto, o Banco Mundial alerta que essa tendência não significa uma resolução automática para questões como a insegurança alimentar. Em regiões afetadas por conflitos armados ou instabilidade humanitária, o cenário continua desafiador, com impactos sobre o acesso e a distribuição de alimentos básicos.
Ouro em alta: a exceção da regra
Enquanto a maioria das commodities segue em queda, o ouro deve atingir um novo recorde de preço em 2025. A razão? O aumento da busca por ativos seguros em tempos de incerteza. É um movimento clássico de proteção em períodos de instabilidade geopolítica e econômica.
E o que isso muda para quem empreende?
Para países emergentes e empresas que operam com foco em exportações, a queda nos preços das commodities pode significar margens mais apertadas e desafios de caixa. Por outro lado, esse cenário pode gerar oportunidades de ajuste estratégico: reavaliar custos, renegociar contratos, diversificar fontes de receita e investir em eficiência operacional.
Diante desse novo ciclo, mais do que prever o futuro, o desafio está em se adaptar com inteligência. A queda nos preços das commodities pode trazer riscos, sim mas também abre espaço para decisões mais estratégicas, ajustes financeiros e inovação na forma de gerir.
Na D3, acreditamos que entender o mercado é o primeiro passo para transformar incertezas em oportunidades reais. Com planejamento, análise e apoio de parceiros certos, sua empresa pode atravessar esse momento com segurança e visão de crescimento.








