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No Jogo de Xadrez Global entre EUA e China, o Brasil Pode Dar o Xeque-Mate nas Exportações

  • Foto do escritor: Blog D3
    Blog D3
  • 25 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de abr. de 2025





O país asiático é o principal parceiro comercial do Brasil, respondendo 

por 28% das exportações brasileiras em 2024. 



Oportunidade em meio à tensão global

A rivalidade entre Estados Unidos e China já é uma das disputas comerciais mais marcantes do século. Desde 2018, os dois países se enfrentam com tarifas bilionárias, embargos tecnológicos e uma tensão que vai muito além das fronteiras do comércio. O que poucos percebem é que, nesse cenário, o Brasil pode ganhar e muito.


Em 2024, a China foi responsável por



28% das exportações brasileiras, consolidando-se como o nosso principal parceiro comercial. E com os Estados Unidos cada vez mais distantes de Pequim, abre-se uma brecha para que o Brasil assuma ainda mais protagonismo.


Entendendo a guerra comercial


Essa disputa tem como base acusações mútuas: os EUA reclamam de práticas desleais por parte da China, enquanto o país asiático reage com medidas de retaliação. O resultado? Tarifas sobre centenas de produtos, restrições sobre tecnologia, mudanças na dinâmica de cadeias globais e uma reconfiguração das parcerias comerciais.

Nesse ambiente instável, empresas e governos procuram alternativas mais seguras e confiáveis para manter o fluxo de comércio. É aí que o Brasil entra.


O Brasil pode se beneficiar porque a China precisa de novos parceiros comerciais.


Com barreiras para importar produtos dos EUA, a China está ampliando laços com outras nações. O Brasil já ocupa um espaço estratégico nesse mapa, exportando grandes volumes de:

  • Soja, milho e carnes;

  • Minério de ferro;

  • Petróleo;

  • Celulose, algodão e açúcar.


Vantagens brasileiras

O Brasil tem credibilidade no fornecimento de commodities, alta produtividade agrícola e uma moeda desvalorizada, o que torna seus produtos mais baratos para os compradores internacionais. Além disso, mantém uma relação histórica de confiança com a China, o que fortalece ainda mais sua posição.


Exportações em alta: os números de 2024

Abaixo, um panorama dos principais produtos exportados para a China em 2024:


Fontes: FGV, Datamar, SafeLogistics, Ministério da Agricultura
Fontes: FGV, Datamar, SafeLogistics, Ministério da Agricultura

Mas nem tudo são vantagens

Apesar do cenário promissor, é importante manter os pés no chão. Alguns riscos precisam ser considerados:

  • Dependência da China: atualmente, 1 em cada 4 dólares exportados pelo Brasil vai para o mercado chinês;

  • Pressão por sustentabilidade: o aumento das exportações exige práticas ambientais responsáveis, especialmente no agronegócio;

  • Volatilidade no mercado: os preços de commodities são instáveis e o Brasil precisa se proteger de choques externos.


Uma chance histórica, se bem aproveitada

A guerra comercial entre Estados Unidos e China cria um ambiente propício para que o Brasil aumente sua presença no comércio internacional. Mas essa janela de oportunidade exige estratégia.

É hora de investir em diversificação de mercados, acordos comerciais, valor agregado nas exportações e sustentabilidade. Com uma diplomacia econômica sólida e inteligência comercial, o Brasil pode deixar de ser apenas fornecedor de commodities e se tornar um verdadeiro protagonista do comércio global.


 
 
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